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A investigação na área da Inteligência Artificial (IA) generativa aplicada à didática das línguas estrutura-se em torno de um problema central e estruturante: como integrar a IA generativa no ensino da língua sem substituir os processos cognitivos, metacognitivos e sociais que sustentam a aprendizagem, em particular na composição de textos escritos. Esta questão articula-se com uma exigência epistemológica clara: evitar tanto o entusiasmo acrítico quanto o negacionismo improdutivo. Subjacente encontra-se uma prioridade prática: produzir conhecimento imediatamente operável pelos professores, sem perder rigor conceptual e sem cair em promoção tecnológica descontextualizada.
O ponto de partida didático, não tecnológico. A tecnologia só é relevante quando serve objetivos de aprendizagem claros e alinhados com o currículo. Ao discutir a integração de IA na sala de aula, estabelecem-se critérios como criatividade docente e discente, espírito crítico e intencionalidade pedagógica explícita.
Esta posição traduz-se numa grelha de decisão didática operacional que orienta o desenho de atividades:
A rejeição do que designa como deslumbramento tecnológico é explícita. A capacidade técnica de fazer algo com IA não significa que se deva fazer, a menos que sirva um propósito pedagógico mensurável. Este princípio atravessa toda a sua produção e formação, sendo reafirmado em contextos públicos e seminários de investigação.
A escrita é conceptualizada como um processo complexo, constituído por múltiplas camadas cognitivas, metacognitivas e sociais, organizado em momentos distinguíveis:
O valor didático da IA generativa concentra-se em reforçar a consciência metalinguística do aluno, promover o domínio explícito de marcas de género textual e facilitar processos de autorregulação, em vez de substituir estas dimensões críticas. A máquina funciona como ferramenta de análise e termo de comparação, não como substituto da cognição ou da decisão linguística autónoma.